Esta expressão foi retirada do livro "Pequeno Tratado do Decrescimento Sereno", de Serge Latouche. De facto, se pensarmos nas consequências do crescimento exponencial, poderemos ficar assustados com as conclusões. Por isso talvez se perceba melhor a frase de Al Bartlett de que: "The greatest shortcoming of the human race is our inability to understand the exponential function."
Bastam umas contas simples, referidas no mencionado livro (pág. 36):
Para obtermos o período de duplicação de uma determinada grandeza, basta dividirmos 70 pela taxa de crescimento por unidade de tempo.
Isto significa que, por exemplo, se o PIB crescer 3% ao ano, ele duplicará aproximadamente de 23 em 23 anos, e ao fim de 1 século terá crescido cerca de 31 vezes! Mas se crescer 10% ao ano (como na China) duplicará de 7 em 7 anos, e ao fim de um século terá crescido cerca de 16384 vezes! O livro indica 736, mas julgo que está errado, por defeito. 16384 obtém-se do seguinte modo: como a duplicação ocorre de 7 em 7 anos, existem cerca de 14 períodos de 7 anos num século, 2^14=16384!
Se me enganei nas contas, corrijam-me. De qualquer modo, isto ilustra a escala do crescimento, manifestamente insustentável. De modo mais directo,evitando as aproximações, a 10%,ao fim de um século, a grandeza cresceria 13780 vezes (1.10^100).
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sexta-feira, fevereiro 04, 2011
"O terrorismo dos juros compostos"
segunda-feira, setembro 13, 2010
quinta-feira, fevereiro 04, 2010
segunda-feira, janeiro 25, 2010
The Business of Climate Change Conference 2009
Jeff Rubin, autor de "Why Your World Is About To Get A Whole Lot Smaller".
sexta-feira, dezembro 18, 2009
"Climategate"
Ver dossier sobre este assunto aqui e aqui.
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domingo, maio 10, 2009
Os Marcianos e o mercado livre.
Vídeo (parte I) de propaganda de 1956 patrocinado pelo American Petroleum Institute. Ver na íntegra aqui.
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sábado, abril 04, 2009
O futuro do abastecimento alimentar
Esta simples afirmação para um país como o Reino Unido, devia lançar sinais de ainda maior alarme para um país como Portugal, situado numa zona climática mais vulnerável às Alterações Climáticas e à desertificação. E, no entanto, qual tem sido a tendência? Destruição progressiva das regras que protegem os nossos solos com aptidão agrícola. Ler este texto de Henrique Pereira dos Santos do blogue Ambio a este propósito.
Luísa Schimdt, num excelente artigo no Expresso refere o mesmo desmazelo na protecção de um recurso vital:
«Os nossos solos classificados como 'muito férteis' já correspondem apenas a 4,5% da superfície cultivável e somos o país da UE com maior percentagem de solos férteis impermeabilizados por construções de vária ordem. Apesar disto, o processo continua justamente sobre os nossos solos de melhor qualidade: as grandes plataformas logísticas, desde a de Castanheira de Pêra à da Trofa - estão a ser construídas nos tais 4,5% de solos muito férteis. Tal como a futura cidade aeroportuária também se projecta para cima de uma das melhores zonas hortícolas do país.
Esta fúria de destruição das reservas agrícolas tornou-se tão insistente e regular que o próprio Ministério da Agricultura criou a dada altura um gabinete de... "Desanexação da RAN"! É bizarro ver um Ministério da Agricultura tão zelosamente anti-agrícola...»
Quando falamos de protecção do ambiente, é também da protecção da nossa alimentação que estamos a falar. Ler "O papel do ambiente na prevenção de futuras crises alimentares".
O nosso futuro está, de facto, cada vez mais comprometido com toda esta displicência.
quinta-feira, abril 02, 2009
A Crise do Crédito
The Crisis of Credit Visualized from Jonathan Jarvis on Vimeo.Type rest of the post here.
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sexta-feira, março 27, 2009
Slavoj Zizek : "ECOLOGY: A NEW OPIUM OF THE MASSES"
Transcrição da palestra de ZizekType rest of the post here. Ler mais...
sábado, março 21, 2009
Filme: "A Idade da Estupidez"

The Age of Stupid: EPK clip 2 - Pete as the Archivist from Age of Stupid on Vimeo.
Trata-se de um filme que revela a estupidez de ignorarmos as consequências das Alterações Climáticas. Acaba de estrear no Reino Unido.
Mais sobre o filme no seu canal no Youtube e no site oficial. Podem ler esta revisão e mais esta no "Climate Progress" sobre o mesmo.
«"A Idade da Estupidez" - "The Age of Stupid" - é o novo filme do realizador Franny Armstrong (McLibel) e do produtor John Battsek (One Day In September). O actor, nomeado para o Óscar, Pete Postlethwaite é o protagonista da história que conta a vida de um homem que vive sozinho num mundo devastado, no ano 2055 e procura nos arquivos de 2008 uma resposta para a pergunta: porque é que não fomos capazes de parar o avanço das alterações climáticas quando isso era possível?» Texto retirado de aqui
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terça-feira, março 10, 2009
Eficiência Energética vs "Lobby" da Indústria
Esta campanha está inserida no combate às Alterações Climáticas. A Europa é uma das maiores fontes da poluição que afecta o clima, e metade das emissões da Europa provêm de caldeiras, esquentadores, frigoríficos, TV's e outros aparelhos que temos nas nossas casas e outros edifícios.
Foram propostos padrões de eficiência energética mais fortes para estes produtos que reduziriam drasticamente as emissões, poupando dinheiro na electricidade e dando um exemplo ao resto do mundo do que é possível fazer. No entanto, longe dos holofotes e do escrutínio público, interesses particulares da indústria fazem lobby para evitar a aplicação destes padrões mais exigentes.
Tradução adaptada de texto retirado do "site" da AVAAZ.
quarta-feira, março 04, 2009
domingo, janeiro 18, 2009
Um impostor de nome Bjorn Lomborg
Lomborg é docente de estatística da Universidade de Aarhus, na Dinamarca, sendo a sua formação em ciência política. Invocando um pretenso passado de ambientalista de esquerda e de membro da Greenpeace, tornou-se famoso - com a ajuda, entre outros, do governo conservador dinamarquês através do Centro Consenso de Copenhaga e da revista The Economist (João Carlos Espada chegou praticamente a plagiar para o Expresso um artigo saído no Economist a dar grande destaque a este livro - a ideia era: vide, eis um verde - vegetariano e tudo - que reconhece que os ambientalistas são todos uns histéricos e até fornece um montão de números para prová-lo) - com a publicação do livro "O Ambientalista Céptico". Por cá, os seus artigos no Project Syndicate , têm tradução no Jornal de Negócios.
Neste livro, Lomborg dedica-se a desvalorizar os problemas ambientais, recorrendo a análises e interpretações enviesadas e a informação truncada (a que dá jeito aos seus fins), e a uma série de truques. Este livro foi objecto de queixas por cientistas dinamarqueses à Comissão de Verdade Científica de que resultou esta esclarecedora avaliação sobre a (pouca ou nenhuma) seriedade da análise de Lomborg. O livro (não o autor, por razões formais) foi acusado de desonestidade científica. Cientistas de renome: Stephen Schneider (ver tb aqui e aqui para ver de quem se trata), John P. Holdren (recém-nomeado conselheiro científico de Obama), Thomas Lovejoy, Stuart Pimm, E.O. Wilson [este designa esta obra como "The Lomborg Scam"], etc. (ver ainda aqui) pronunciaram-se sobre os temas em que são especialistas - desde a energia à biodiversidade, da demografia às alterações climáticas - abordados por Lomborg nesse livro, demonstrando a ignorância deste último. Se a ignorância fosse inocente, poderíamos desculpá-la, mas quem conheça Lomborg apercebe-se da sua arrogância ao querer determinar quem devemos ouvir e levar a sério e quem devemos ignorar, quando ele próprio não tem a mínima autoridade para sequer sugerir tais recomendações.
No entanto, Lomborg continua a ter muita audiência, a ponto de a revista Times o ter designado como uma das 100 pessoas mais influentes de 2004 - o que é deveras incrível e preocupante. Por outro lado, este sucesso pode explicar-se. Bjorn Lomborg é sem dúvida inteligente e bom em relações públicas. Os que o acusam de conservador têm como resposta de alguns: ah, mas o homem é "gay" e vegetariano, como se isso tivesse relevância para o caso.
Um dos temas favoritos de Lomborg são as alterações climáticas. Segundo ele, existe uma obsessão com as alterações climáticas, que não são grande problema, apesar dos alertas do IPCC. O futuro é quase totalmente desvalorizado através de outra técnica muito comum: a taxa de desconto .
A este propósito ver também artigo no RealClimate sobre análise de Lomborg.
O seu mais recente livro "Cool It" é dedicado a explicar-nos porque não devemos dar grande importância às alterações climáticas.
Numa primeira análise desprevenida, o raciocínio de Lomborg parece lógico e sedutor (ver vídeo), no entanto peca por ser linear e redutor, recorrendo ao aparente rigor dos números e de técnicas convencionais da análise económica.
Como é muito bem explicado em "Priceless - On Knowing the Price of Everything and the Value of Nothing" (aqui, uma recensão), a utilização sistemática da Análise Custo - Benefício para avaliar as políticas públicas tem problemas intrínsecos graves, mesmo quando realizadas de boa-fé. Um deles tem que ver com a relativa facilidade em determinar os custos e a enorme dificuldade em determinar os benefícios, pelas simples razão de que estes não podem ser mensurados na sua complexidade, não têm preço. Qual o preço de uma vida, quanto nos custa a extinção de uma espécie, quais os custos de uma alteração climática irreversível? Não há respostas definitivas para estas questões, que possam ser vertidas num número.
«Because important categories of benefits are priceless, cost-benefit analysis in practice frequently turns out to be "complete cost - incomplete benefit analysis". [...] The new conventional wisdom assumes that the priceless is worthless" in Priceless (2004) Frank Ackerman & Lisa Heinzerling
Nesta análise de "Cool It", Frank Ackerman expõe muito bem as insuficiências deste tipo de abordagem que caracterizam sistematicamente as posições defendidas por Lomborg.
A impostura que caracteriza o discurso de Lomborg é perigosa e deve ser denunciada, e este tipo de análise atirada ao lixo.
P.S. ver este debate entre Lomborg e Bill Mckibben .
quarta-feira, dezembro 10, 2008
terça-feira, novembro 18, 2008
quinta-feira, julho 17, 2008
Matthew Simmons
Reparem no ar de espanto dos entrevistadores quando Simmons diz que uma ruptura no abastecimento de petróleo e derivados pode implicar falta de alimentos nos EUA numa semana e que é preciso alterar radicalmente a economia para uma dimensão mais local e menos dependente de combustíveis fósseis!



