quarta-feira, março 01, 2006
O Dólar: alicerce do Império Americano
sábado, fevereiro 25, 2006
Poupança de Energia: sabia que....?
Sabia que os aparelhos que são deixados em "standby" nas nossas casas, ou seja, que não são completamente desligados, tais como televisores, computadores, carregadores de telemóveis ligados à tomada, HI-FI´s, leitores de DVD´s, etc, são responsáveis por cerca de 10% do consumo residencial de energia eléctrica?
Segundo este estudo conjunto da Agência Internacional de Energia (IEA) e da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico), organizações das quais Portugal faz parte, o consumo doméstico de energia eléctrica por aparelhos em "standby" é responsável, nos países membros da IEA, por uma média de 10% do total da procura residencial de energia eléctrica.
Os custos da Guerra do Iraque
Os custos económicos (despesas dos EUA, sem contar a destruição provocada à economia iraquiana) desta guerra imoral e selvagem, para além do sofrimento humano, são gigantescos, como se pode ver no seguinte "link":
OS CUSTOS DA GUERRA
A comparação com os recursos necessários para fins sociais ou de ajuda internacional aumenta ainda mais o escândalo que é esta guerra.
Estes custos são em primeira análise suportados pelos cidadãos norte-americanos, mas dada a hegemonia económica dos EUA no mundo, mais cedo ou mais tarde, todos nós acabaremos por pagar a factura, seja pela via da inflação, seja pela via de taxas de juro mais altas, ou de ambas!
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"A People´s History of the United States"
O autor é Howard Zinn.
www.peopleshistoryoftheus.com Ler mais...
quarta-feira, novembro 09, 2005
A Civilização do Petróleo
- A dotação planetária total de petróleo líquido convencional não renovável era grosso modo de dois biliões de barris antes da humanidade começar a sua exploração. Desde meados do Séc. XIX até hoje, o mundo queimou cerca de um bilião de barris de petróleo, metade do total que jamais existiu, representando a parte mais fácil de obter e a de maior qualidade. A metade que resta inclui o petróleo mais díficil de obter, líquidos de menor qualidade, semisólidos e sólidos.
- As descobertas de petróleo a nível global atingiram o seu pico em 1964 e têm seguido uma firme linha descendente desde então .
- A taxa de utilização de petróleo acelerou tremendamente desde 1950. A explosiva taxa de crescimento da população mundial ocorreu em paralelo com as nossas taxas de utilização do petróleo ( na realidade, o petróleo permitiu a explosão populacional).
- O mundo está agora a utilizar 27 mil milhões de barris de petróleo por ano. Se cada gota do bilião de barris remanescente pudesse ser extraído aos actuais rácios de custos e às actuais taxas de produção - o que é extremamente improvável - a totalidade da dotação existente duraria apenas mais uns 37 anos.
- Na realidade, uma parte substancial da metade remanescente do petróleo mundial nunca será recuperável.
- Após o pico de produção, a procura mundial excederá a capacidade mundial de produção de petróleo.
- Após o pico de produção, o esgotamento prosseguirá a 2 a 6% ao ano, enquanto a população mundial continuará a aumentar (por algum tempo)
- Mais de 60% do petróleo remanescente situa-se no Médio Oriente.
- Os Estados Unidos possuem 3% das reservas de petróleo remanescente no mundo, mas consumem 25% da produção diária mundial.
- Os Estados Unidos ultrapassaram o pico de produção em 1970 com a taxa anual de produção caindo para metade desde então - de cerca de 10 milhões de barris por dia em 1970 para pouco mais de 5 milhões em 2003.
- O rácio da energia despendida pela indústria petrolífera dos EUA para retirar o petróleo do subsolo relativamente à energia produzida por esse mesmo petróleo caíu de 28:1 em 1916 para 2:1 em 2004 e continuará a cair.»
in "The Long Emergency - Surviving the converging catastrophes of the twenty-first century"
James Howard Kunstler
Ler mais...terça-feira, outubro 18, 2005
Avian Influenza - Gripe Aviária
Segundo a "Science & Vie", as autoridades francesas, por exemplo, estão a levar muito sério esta ameaça. Para ter uma ideia da potencial gravidade desta ameaça, o Instituto Nacional de Vigilância Sanitária francês estima, para o pior cenário, que tal pandemia poderia afectar entre 9 e 21 milhões de franceses, com uma taxa de mortalidade que poderia atingir 70%, ou 6,3 a 14,7 milhões de mortos!
É importante que todos levem esta ameaça muito a sério, informando-se e sendo exigente com as autoridades. Esta será a melhor forma de evitar os piores cenários.
No passado ocorreram gripes deste género, a mais grave em 1918, a chamada Gripe Espanhola. O impacto foi tal que alguns consideram que teve um papel fundamental no derrube de três impérios: Hohenzollerns na Alemanha, Habsburgos na Áustria e Romanovs na Rússia.
Este tipo de gripe aviária é recorrente e os focos de propagação têm-se localizado no Extremo Oriente, em países como o Vietname, a China, etc. As condições sanitárias deficientes, a pobreza e o contacto directo com os animais facilitam o desenvolvimento e disseminação da doença. Este é um bom exemplo de como vivemos de facto num só mundo, um mundo muito integrado e interdependente.É também a prova de como a cooperação internacional é essencial.
quinta-feira, outubro 13, 2005
O Planeta numa encruzilhada



A edição especial de Setembro da "Scientific American" debruça-se sobre os caminhos que o Planeta Terra e a nossa Civilização Industrial têm pela frente: desde o Colapso, tema sobre o qual existe uma literatura "florescente", até àquele que soubermos construir de forma consciente e equilibrada. Os tópicos abordados poderão ser encontrados aqui
Os Limites do Crescimento
quinta-feira, outubro 06, 2005
Ameaças à Segurança Alimentar
A segurança alimentar tem vindo a enfrentar novas ameaças como sejam a redução da biodiversidade, as alterações climáticas, a erosão dos solos, a escassez de água, a prática de uma agricultura industrial, etc.
No entanto existem formas de contrariar esta tendência:
Ler: Cultivating Food Security
terça-feira, outubro 04, 2005
Contra a Directiva Bolkestein

Basicamente, esta directiva pretender liberalizar os serviços na Europa através do nivelamento por baixo dos salários, agravando ainda mais a desigualdade social. Na prática, um médico polaco ou um canalizador eslovaco desempregados nos seus países poderiam vir trabalhar para Portugal auferindo um salário equivalente ao do seus países de origem.
Proteste subscrevendo a petição
quarta-feira, setembro 28, 2005
Mapa de Portugal do Séc. XXII ?
terça-feira, setembro 27, 2005
A Suécia

Não existem sociedades perfeitas, é um facto. No entanto, algumas merecem especial atenção por aquilo que conseguem proporcionar aos seus cidadãos. A Suécia é certamente um desses casos. Embora não seja um país muito rico em termos do seu Produto Interno Bruto “per capita” traduzido em capacidade de poder de compra (20º lugar), figura no entanto na 6ª posição do Índice de Desenvolvimento Humano de 2005, publicado recentemente pelo Programa das Nacões Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). Este índice tem em consideração, para além do tradicional PIB “per capita”, indicadores de saúde e educação, proporcionando assim um retrato mais equilibrado do nível de desenvolvimento de um país.
O que a situação da Suécia demonstra é que mais desenvolvimento social, um maior bem-estar não se obtém apenas e só com mais rendimento. A Suécia constitui também um modelo que tem incomodado os adeptos de um excessivo liberalismo económico, traduzido no chamado pensamento único do “Consenso de Washington”.
Este artigo de um jornalista americano é uma descrição interessante da sociedade sueca, por oposição à sociedade americana, símbolo do mercado livre.
sexta-feira, setembro 09, 2005
O Petróleo, outra vez!
Pode parecer que o autor deste blog está obcecado com o petróleo, mas a verdade é que este tema está longe de ser uma matéria que deva preocupar apenas economistas ou engenheiros. O seguinte artigo , sobre o livro cuja capa aparece aqui ao lado, é bem revelador disso mesmo.
Ler mais...quarta-feira, setembro 07, 2005
Os pés de barro da "Única Super Potência”
terça-feira, setembro 06, 2005
Conheça o Mundo em que Vive
"Click" na Bandeira para aumentar
BURKINA FASO
COLÔMBIA
ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA
UNIÃO EUROPEIA 
SOMÁLIA
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segunda-feira, setembro 05, 2005
Participe nesta campanha
Pressione os fabricantes de automóveis a participarem no esforço de redução de gases com efeito de estufa que provocam o aquecimento da atmosfera. Apesar das inovações tecnológicas, os construtores de automóveis continuam a resistir à introdução de padrões mais exigentes na emissão de poluentes Envie a mensagem aqui - TAKE ACTION Ler mais...
domingo, setembro 04, 2005
Portugal ajuda EUA com 2% das reservas petrolíferas
É curioso que um país como o nosso, onde o preço da gasolina já aumentou mais de 25% só este ano, contribua para que o maior consumidor de gasolina do mundo (consome mais de 50% da produção mundial de gasolina!!!) prossiga o esbanjamento de energia. Apesar do desastre no Golfo, os EUA têm petróleo mais que suficiente para as suas necessidades vitais. Se calhar deviam era habituar-se a usarem menos o automóvel. Estamos a falar de um país onde o galão (3.785 litros) custa, em média, menos de três dólares, o que é considerado muito caro. Ou seja, os americanos pagam 63 cêntimos por litro, quando por cá já vai em 1.27 €uros! E em breve pagaremos muito mais! Precisamente devido ao aumento da procura dos EUA no mercado mundial. Ler mais...
quinta-feira, setembro 01, 2005
Corrupção e Desenvolvimento
A corrupção é um forte entrave ao desenvolvimento. O economista do Banco Mundial Daniel Kaufmann no artigo "Dez mitos sobre governação e corrupção" diz que, por exemplo, Portugal poderia atingir os níveis de rendimento da Finlândia se houvesse uma estratégia de combate à corrupção:
"We estimate that a country that improves its governance from a relatively low level to an average level could almost triple the income per capita of its population in the long term, and similarly reduce infant mortality and illiteracy".
Ou seja, a longo prazo, um combate eficaz à corrupção e a melhoria da qualidade da governação em geral poderia conduzir a um aumento de quase o triplo no rendimento "per capita". Significativo!
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terça-feira, agosto 30, 2005
Furacões
A frequência e intensidade crescentes deste fenómeno na região das Caraíbas e Golfo do México, e no Pacífico Ocidental (designado nesta região por Tufão) poderão estar relacionadas com o aquecimento global (Ler artigo do Serviço Meteorológico EUA: Furacões e Aquecimento Global), nomeadamente com o aumento da temperatura dos oceanos.
O número de furacões de intensidade máxima (escala de 1 a 5) tem aumentado, com consequências tremendas, não só em perdas humanas, mas também com prejuízos materiais que ameaçam inclusive a estabilidade do sistema financeiro e das economias em geral.
Furacões como o Katrina, que afectou seriamente quatro Estados do sul dos EUA, poderão custar, só em termos de indemnizações pagas pelas companhias de seguros, 26 mil milhões de dólares. Os custos económicos totais poderão chegar aos 100 mil milhões de dólares (Actualização: poderão ultrapassar os 200 mil milhões de dólares, mais que o PIB português). E este não é o primeiro furacão da época a provocar graves danos. E provavelmente não será o último. Também a indústria petrolífera tem sido sucessivamente afectada por este fenómeno, interrompendo a produção e danificando as plataformas de exploração "off-shore".
É por estas razões que as companhias de Resseguros levam muito a sério o problema do aquecimento global, visto estarem na linha da frente dos que assumem as perdas. Ver Muniche RE.
No entanto, os custos destas catástrofes serão progressivamente repercutidos pela economia mundial, sobretudo pela via do aumento dos prémios. Segurar as plataformas petrolíferas, por exemplo, tenderá a ser mais caro.
Para quem sugere que tomar medidas contra o aquecimento global tem elevados custos económicos, deverá pensar então nos custos económicos desse mesmo aquecimento global, traduzido, entre outros fenómenos, pela violência crescente dos furacões.
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quinta-feira, agosto 25, 2005
Ásia: 600 000 000 de crianças sem comida, sem cuidados de saúde e sem casa

Revela a Organização Não Governamental PLAN num relatório publicado há dias:
Ver aqui
Child poverty in Asia: new report launchedPress Release, 22 August 2005
Despite Asia’s booming economy 600 million children - almost half the region’s 1.25 billion under-18s - are severely deprived of basic needs such as food, healthcare and shelter (compared with 265 million in sub-Saharan Africa). And over 350 million Asian children live in absolute poverty * according to a new report by Plan.
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